Estado, mercado e sociedade civil : um tripé articulado para enfrentar a crise global

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Proposta – Um dos principais eventos do Fórum Global durante a realização da Eco 92 aqui no rio – o Fórum das ONGs – teve uma participação bastante expressiva de ONGs do mundo inteiro. Acabou produzindo 36 tratados alternativos que deveriam ser uma espécie dpa plataforma de ação par as ONGs no mundo todo quanto a questões de interesse global. De lá para cá, quase nãou ouvimos mais falar neste Fórum. Você poderia nos contar o que se passou de lá para cá? Que dificuldades o Fórum vem enfrentando para se articular, para cumprir os seus objetivos e quais eram esses objetivos assumidos coletivamente pelas ONGs desde o início?

Liszt Vieira – Depois do encontro realizado no rio do Fórum Internacional de ONGs, milhares dessas entidades assinaram tratados alternativos cobrindo os mais diversos assumidos (econômicos, sociais, ambientais, etc). O Fórum definiu que a etapa subsequênte ao encontro seria um retorno ao plano local. Não havia muito sentido, depois do Rio, perseguir a realização de outro encontro internacional. Aa ONGs refluíram para sua atividade local e nacional e os contatos no plano internacional foram feitos no plano administrativo da coordenaçã das ONGs.

Menos espetacular, esté é um período muito profundo porque se mergulhu nas bases da sociedade onde as ONGs locais estão enraizadas par enfrentar problemas e contribuir com questões locais e nacionais para a formulação de alternativas ao desenvolvimento sustentável no plano global e levr os aportes da ação local e nacional para novos econtrosinternaiconais.

Há aí uma dialética extremamente complexa, difícil de realizar e lenta. Aqueles que imaginam que a glória será alcançada com poucos movimentos e com poucas ações vão se decepcionar. É necessario muita paciência, pois o processo de organização popular e de construção de uma cidadania planetária é de longo prazo.

Nós, no plano organizacional, realizamos encontros na América Latina que foi dividida em quatro sub-regiões. Foram realizados encontros na Europa, na Ásia e na América do Norte. O da África será realizado rpoximamente. A idéia é que esses encontros regionais elejam delegados par participar de uma reunião internacional de ONGs prevista para junho de 95. O objetivo é discutir um plano de ação par as ONGs que participam dessa rede de cooperação internacional que é o Fórum Internacional de ONGs.

Proposta – De lá para cá, já ocorreu uma série de outros eventos internacionais, de caráter global, que trataram das questões objeto dos tratados por parte do Fórum. Houve a Conferência dos Direitos Humanos de Viena, a Conferência do Cairo de população e vai haver a Conferência de Pequim este ano. Estamos vivendo o processo de preparação da Cúpula social par março de 1995 e parece que nesses eventos não sugiu nada semelhante ao Fórum Internacional no sentido da criação de um epsaço de aglutinação das ONGs para uma intervenção conjunta nesses processo. Era de se esperar que o próprio Fórum desempenhasse esse papel neeses eventos. Mas isso não ocorreu. E também nenhuma outra instituição ou arituclação conseguiu ocupar esse papel. A que se pode atribuir isso?