Política & Sociedade – Revista de Sociologia Política

Cidade Futura1985
Partido Verde (propostas de ecologia política)

Coleção Anima Verde – Vol.11986
Ecologia e Política no Brasil

IUPERJ – Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro1999
Ecologia Direito do Cidadão

Gráfica JB1996
Identidade e Globalização

O destacado time de filósofos e cientistas sociais reunidos por Liszt Vieira neste livro articula sobre a identidade, um dos principais temas de reflexão política e sociológica da atualidade. Originais e esclarecedoras, as discussões propostas levantam questões ausentes de tantos livros já publicados sobre o assunto e buscam entender o papel do Brasil no mundo globalizado, sob o impacto da grande crise que abala o mundo neste final da primeira década do século XXI. Editora: Record Ano: 2009
A Busca – Memórias da Resistência

A vida clandestina de um militante da luta armada contra a ditadura militar brasileira nos anos 1970. Ações armadas, congressos clandestinos, viagens sigilosas, prisão, tortura, seqüestro de diplomata, banimento, exílio. Dez anos de exílio em diversos países, Argélia, Cuba, Chile de Allende até o golpe de Pinochet, Argentina de Perón antes do golpe militar de 1976, França, Portugal. Emoção a cada página nesta biografia em que o real e o imaginário se mesclam. Muitas vezes, a realidade parece ficção, e a ficção, realidade, formando o que poderia ser chamado de autoficção histórica. Um livro fundamental para o conhecimento da resistência contra a ditadura militar no Brasil. Editora: Record Ano: 2008
Os Argonautas da Cidadania

Em Os Argonautas Da Cidadania, o sociólogo Liszt Vieira, autor de Cidadania e globalização, aprofunda o estudo sobre a o conceito de cidadania no mundo moderno e a importância das organizações não-govenamentais (ONGs) na implantação de uma sociedade mais igualitária. Liszt lembra que globalização tornou-se sinônimo de expansão imperialista, exploração econômica, destruição das identidades nacionais e ruína das culturas locais e mostra que, para combater a corrente da barbárie neoliberal, a solidariedade é a melhor – senão a única – saída. Os Argonautas Da Cidadania analisa o fenômeno do crescimento das organizações sem fins lucrativos e de auxílio às comunidades. O autor estuda as redes invisíveis de solidariedade que recompõem, na dimensão da sociedade civil, os espaços de participação. Este livro de Liszt Vieira conta o outro lado da história contemporânea e nos surpreende com a revelação de novos movimentos e lutas por novas formas de justiça social, democracia e cidadania. É este o trabalho teórico e analítico que Liszt Vieira leva a cabo no pioneiro Os Argonautas Da Cidadania. Tendo como cenário a crise do Estado nacional, Liszt Vieira propõe a reinvenção dos conceitos de democracia (democracia cosmopolita), de cidadania (cidadania pós-nacional e multicultural) e de sociedade civil (sociedade civil global) de modo a servirem de base à construção de uma política eficaz contra a globalização hegemônica, neoliberal. Trata-se de um livro importante, pela reflexão que contém, e oportuno, pela mensagem política com que nos interpela. Editora: Record Ano: 2001
Cidadania e Política Ambiental

No livro Cidadania e globalização, Liszt Vieira ― professor de sociologia da PUC-RJ e doutorando do Iuperj ― fez uma análise do processo planetário de integração econômica e suas implicações sociais. Dando prosseguimento à discussão sobre os rumos da sociedade civil, desta vez sob a ótica da preservação do meio ambiente, o advogado e sociólogo lança Cidadania e política ambiental, escrito em parceria com Celso Bredariol.Os dois autores, pesquisadores e militantes do movimento ecológico, reúnem suas observações sobre a multiplicidade de conceitos a respeito dos dois temas e suas relações. O prefácio do livro, “Por uma Ecosofia”, foi escrito por Felix Guattari, cuja vida e obra influenciaram de forma significativa o pensamento ecológico e democrático em muitos países. O texto, inédito, foi redigido por Guattari em 1990 e oferecido a Liszt Vieira. Editora: Record Ano: 1998
Cidadania e Globalização

Em Cidadania e globalização, Liszt Vieira trata dos desafios trazidos pela globalização, em particular o papel das organizações da sociedade civil na promoção da democracia na esfera global. Este livro busca articular três conceitos que costumam andar separados – cidadania, sociedade civil e globalização – e deságua na noção de sociedade civil global e de uma emergente cidadania planetária como implicação necessária do processo de globalização. A primeira parte focaliza a noção de cidadania, à luz das principais teorias do direito e da democracia na Modernidade. A Segunda parte analisa, do ponto de vista teórico e histórico, o paradigma da sociedade civil, como conceito autônomo e independente do Estado e do Mercado, redefinindo a visão tradicional de espaço público. A partir da perspectiva da sociedade civil, a terceira parte analisa a globalização como processo complexo, contraditório e multidimensional. Como a globalização é apresentada, em geral, de forma maniqueísta – à direita, como panacéia econômica e única via possível de desenvolvimento e, à esquerda, como monstro diabólico sucedâneo do imperialismo yanque – procuramos aqui criticá-la com serenidade e firmeza, abordando os principais aspectos desse caleidoscópico fenômeno contemporâneo. Cinco dimensões fundamentais foram selecionadas em Cidadania e globalização: econômico-financeira, política, social, cultural e ambiental – cuja compreensão é imprescindível para a análise das novas questões relativas à governabilidade global, face à tendência ao declínio do Estado nacional e à emergência de uma sociedade civil global. “Um trabalho oportuno e estimulante para todos os que acreditam nas possibilidades de uma cidadania planetária capaz de se contrapor a uma globalização excludente e autoritária.” – Betinho Editora: Record – 8ª ed. (2005) Ano: 1997
Fragmentos de um Discurso Ecológico

Editora: Gaia Ano: 1990
Fronteira Agrícola: O Elo Mais Fraco?
Liszt Vieira 24/6/2022 A Passeata Gay, realizada domingo 19/6 em São Paulo, reuniu 3 milhões de pessoas, segundo os organizadores. Dando um desconto e reduzindo para metade, a manifestação contou no mínimo com 1,5 milhão de pessoas. Isso é muito mais do que nossas manifestações Fora Bolsonaro, e mais do que as manifestações evangélicas, quando ocorrem. Aqueles que desprezam a “questão identitária”, seja o feminismo, LGBT+, racismo, questão indígena porque “desviam a atenção da luta de classes”, deviam refletir melhor e repensar suas opiniões levando em conta a mobilização popular. Outro fator a ser considerado é a violência contra lideranças e defensores dos povos indígenas, quilombolas, camponeses, ambientalistas, enfim, aqueles que lutam contra a ganância capitalista em sua fronteira agrícola agroextrativista. Trata-se de agronegócio, pecuaristas, garimpeiros, mineradores, madeireiros, grileiros, narcotraficantes, desmatadores. O assassinato de trabalhadores pela lógica econômica capitalista se dá muito mais no campo e na floresta contra indígenas, camponeses, quilombolas, ambientalistas do que na cidade, onde predomina a violência policial nas periferias e favelas. No programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, os mais vulneráveis são os defensores de indígenas, cerca de 38%, seguidos pelos quilombolas com 15,5%, extrativistas com 10% e direito à terra com 7,75%. Em seguida, aparecem comunidades ribeirinhas e direito à moradia, ambos com 6,2%. Os demais estão todos abaixo de 3,5% (O Globo, 21/6/2022). Seria a fronteira agrícola o elo mais fraco do capitalismo brasileiro? Não sei, mas a violência da expansão capitalista no campo devia ser mais estudada e articulada com os processos industriais e financeiros dos centros urbanos. Com a palavra, os teóricos do capitalismo no Brasil
Crimes: Da Fronteira Agrícola Ao Golpe Híbrido
Liszt Vieira 13/6/2022 O desaparecimento e provável assassinato do jornalista britânico Don Phillips e do antropólogo indigenista Bruno Pereira chamou a atenção do país para a gravíssima situação dos conflitos no campo, com assassinatos de indígenas, camponeses e ambientalistas. O Governo cruzou os braços e só deu início às buscas após a forte pressão nacional e internacional. O Presidente genocida chegou a dizer que eles “não deviam ter ido lá”, transformando as vítimas em culpados, velha tática da direita. E confessando que “lá” está sob o domínio de criminosos – garimpeiros, grileiros, madeireiros, pecuaristas, segmentos do agronegócio, narcotraficantes – que desmatam e matam, com apoio do Governo, todos os que defendem a floresta. A Amazônia está sendo devorada, declarou o líder indígena Ailton Krenak. Os assassinatos no campo em 2021 bateram recorde dos últimos quatro anos. Sob Bolsonaro, a média de ocorrências de conflitos é a maior da história. Em seu levantamento anual, “Conflitos no Campo Brasil 2021”, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) registrou 1.768 ocorrências, uma média de 34 por semana. Nos dois primeiros anos de Bolsonaro na presidência, foram computadas 1.903 e 2.054 ocorrências, respectivamente. A média para os 18 anos anteriores, entre 2001 e 2018, é de 1.408 ocorrências de conflitos (Agência Pública, 19/4/2022). As principais causas incluem conflitos por terra, água e trabalhistas. As ocorrências registradas pela CPT estão especialmente concentradas nos nove estados da Amazônia Legal: foram 939, o equivalente a 53% do total. Em nível nacional, os conflitos afetaram quase 900 mil pessoas. Entre as populações mais afetadas estão indígenas, posseiros, quilombolas, sem-terra, assentados e ribeirinhos. Os conflitos foram deflagrados especialmente por fazendeiros, empresários, grileiros, por agentes do governo federal e também mineradoras internacionais e garimpeiros, segundo o levantamento da CPT. A CPT registrou também 35 assassinatos no campo em 2021, 28 deles ocorridos na Amazônia Legal. O número é quase o dobro do registrado em 2020, quando a CPT computou 18 assassinatos. É também o maior número dos últimos quatro anos. As mortes por conflito no campo aumentaram 1044% em 2021. Ao menos 103 pessoas, sendo 101 indígenas Yanomami, já morreram em decorrência de conflitos no campo em 2021. Os dados parciais fazem parte do relatório da CPT, divulgado em 10/6/2022. Das 101 mortes, em torno de 45 eram crianças (Agência Envolverde, 12/6/2022). O Brasil é quarto país do mundo que mais mata ambientalistas, de acordo com relatório da ONG Global Witness. No ranking mundial, o Brasil somou 20 mortes no ano de 2020, ficando atrás apenas da Colômbia (65 mortes), México (30) e Filipinas (29). Um exemplo recente foi o triplo homicídio ocorrido na região de São Félix do Xingu. O crime ocorreu em 9/1/2022 e as vítimas – uma família de ambientalistas da região – desenvolviam projetos de proteção a animais como tartarugas e jabutis. As vítimas são um homem conhecido como Zé do Lago, sua esposa Márcia e a filha do casal, Joene. Eles moravam na região há 20 anos. A violência nas cidades também vem aumentando nos últimos tempos. Não tanto na relação capital-trabalho, pois não se tem notícia de operários urbanos assassinados por conta de conflito de trabalho, como ocorre com os camponeses, indígenas e ambientalistas na área de expansão da fronteira agrícola do capitalismo, ávido por recursos naturais. A violência urbana é resultado sobretudo da ação policial nas favelas e periferias da cidade, bem como dos conflitos no controle de território entre milicianos e traficantes. Os policiais atiram a esmo e “balas perdidas” matam até crianças, velhos, mulheres, quem estiver pela frente, com preferência para os negros. A segurança pública é assunto de competência estadual. Mas a guerra na fronteira agrícola é estimulada diretamente pelo presidente genocida que apoia fazendeiros, garimpeiros, mineradores, madeireiros, pecuaristas, agricultores e grileiros que violam a lei promovendo desmatamento ilegal de florestas e, muitas vezes, matando indígenas e lideranças rurais. É o modo de produção do capitalismo selvagem brasileiro que prioriza o agro extrativismo de exportação em detrimento da pequena agricultura familiar que produz o alimento que chega à mesa do brasileiro e da agroecologia que produz sem danos ao meio ambiente. Essa é a face mais desconhecida do regime, que se tornou mais visível pelo domínio do capitalismo financeiro improdutivo na economia nacional. É a manutenção desse sistema capitalista predatório, improdutivo e demolidor da natureza e dos seres humanos, que está em jogo nas próximas eleições. Um sistema neoliberal que bloqueou o Estado com a falácia do teto de gastos, pois nenhum país no mundo se desenvolveu sem investimento público. Segundo o IBGE, a renda média do brasileiro é a menor em 10 anos. A desigualdade também aumentou. Entre 2020 e 2021, a queda na renda das famílias afetou todas as classes sociais, mas principalmente as famílias mais pobres. Enquanto a fome avança, o número de bilionários cresceu no Brasil. Mas a casta dos mercadores e dos militares está mais preocupada com seus privilégios do que com o desenvolvimento sustentável, com o bem-estar da população, com a soberania nacional e com o crescimento do país. Em ato isolado, em 19 de maio passado, alguns militares lançaram um “projeto de nação” tendo à frente o general vice-presidente Hamilton Mourão. À parte o atrevimento de se afastar de suas funções previstas na Constituição, falar em nome do povo e sequestrar a soberania popular, o documento mostra clara dependência à elite financeira, ao “agronegócio-indústria”, e ataca conquistas históricas do povo brasileiro como, por exemplo, a universidade pública e o SUS público e gratuito. No item referente à Amazônia, os militares propõem “flexibilizar” a legislação referente à exploração de minérios, bem como remover as restrições da legislação indígena e ambiental para atrair investimento estrangeiro no agronegócio e mineração. Mas é o sistema eleitoral que se tornou o alvo principal do ataque dos militares fiéis ao Governo. A ofensiva desencadeada pelos militares contra o sistema eleitoral vem sendo considerada a antessala do golpe. Não o golpe clássico, com tanque na rua tomando o palácio de governo. Um golpe cujas batalhas iniciais já ocorreram e estão sendo travadas. O objetivo